segunda-feira, 25 de maio de 2009
a fabrica
Em algum lugar não muito distante daqui uma menina de uns 6 aninhos olhava através da janela de seu quarto para uma rua onde se encontrava uma velha fabrica abandonada. O que houve a seguir ela não conseguiu acreditar muito bem, sua vista estava meio embaçada pela chuva lá fora, e estava escuro, pois as nuvens cobriam o céu, mas mesmo assim ao longe ela viu fumaça saindo da chaminé daquela velha fabrica. A fabrica abandonada em 1929 na grande crise econômica do mesmo ano, havia passado por muitos donos, mas nenhum deles nunca a destruiu, e agora, uns 80 anos depois, lá estava ela, funcionado. Sarah obviamente não tinha motivos para se preocupar com aquilo naquela época, duvido muito que a menina tinha idéia do que aquilo significava. O grande problema que logo o pai de Sarah fez questão de mostrar é que justo nessa época, onde a economia evolui cada vez mais, criando maquinários muito menos poluentes do que os da época que ela foi criada, onde os humanos estão cada vez mais preocupados com o futuro do mundo e o grande aquecimento global, lá estava ela, zombando da preocupação alheia e poluído como nunca, sem nem ao menos explicação, sem dar ouvidos ou atenção aos visinhos que reclamavam com seus filhos doentes, aos pulmões se rasgando a cada tosse seca dos moradores. A pequena parte de natureza que se encontrava na forma de um bosque onde as famílias costumavam fazer pic-nic aos fins de semana, admirando o cantar de bem-te-vis e sabias, havia desaparecido completamente, nenhuma ave nunca mais foi vista naquela rua, e a floresta ao redor se tornou apenas uma sombra da magnitude que esbanjava outrora. Aos poucos os moradores foram se mudando, as casas todas abandonadas, mais tarde vendidas a fabrica que as destruiu e as fez de deposito para os seus maquinários poluentes, contribuindo ao aumento dos gases poluentes e contribuindo ao efeito estufa, cavando buracos na acamada de ozônio e matando assim diversos seres vivos, transformando o mundo cada vez mais rápido num grande deserto desabitado por pura ignorância e egoísmo. Anos depois, num futuro onde as flores estarão todas murchas e mortas, a miséria bater em cada vez mais portas, quando o barqueiro Caronte estiver tão cheio de almas para levar para o tártaro e nem as três cabeças de Cérbero puderem vigiá-las, quando as noites se tornarem cada vez mais frias e os dias mais quentes, só assim, quem sabe, essa fabrica será fechada, quando o mundo já estiver tão perdido que nem todos unidos pudermos mudá-lo, quando cada ser sentir na pele as consequências de seus atos, ai talvez, apenas talvez, o ser humano se torne um ser menos egoísta e passe a pensar no mundo ao seu redor. É uma pena que nesse dia todos estaremos tão a beira do encontro com a bela dama de vestes negras e foice afiada que nem poderemos usufruir dessa mudança.
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To vendo q as aulas da maria loka não foram tão inúteis(agora num dá + pra fala q aprende sobre a crise d 29 é perda d tempo). O contexto e a dramatização também deixaram ainda melhor a história. tirando os errinhos gramaticais básicos eu diria q tá perfeito. Congratulations!!!
ResponderExcluirhey!! arassou em aisaiusjai não eu não li a materia +so pra vc não se suicidar eu passei aqui =D sayo [saki-chan!]
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